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Este é um dos vários jornais que diagramei durante minha passagem pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. É um informativo para funcionários do Bradesco e contém algumas notícias sobre a situação dos funcionários e as reivindicações do Sindicato para melhorar o ambiente de trabalho no banco.

Clique na capa para ver uma versão animada do jornal.

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Foto: Afonso Lima/SXC.hu

Todos os anos, no dia 25 de dezembro se comemora o Natal. Para mim, a data terá mais um motivo para comemorar: minha chegada ao Recife.

Quem me conhece sabe que há 5 anos namoro com uma linda garota recifense, Odaléa. Nos conhecemos numa dessas salas de bate-papo que existem na internet. Partimos para o MSN e desde então estamos juntos.

Depois que a conheci, comecei a pesquisar sobre Recife: música, culinária, história, cultura… E foi aí que percebi que meu futuro estava lá, ou melhor, aqui. Trabalhei, guardei cada centavo que podia e agora me mudei para essa cidade maravilhosa! Já me considero cidadão recifense, embora os locais me chamem de paulista… rs. Ainda tenho muito que aprender sobre a cidade, sobre as pessoas, a cultura, mas convenhamos, morando aqui fica mais fácil.

Não vou negar que em alguns momentos sinto falta de São Paulo, da minha querida (e odiada) cidade, Mauá… Isso faz parte da vida e é o preço que devo pagar pela minha escolha. Neste exato momento, estou desempregado, mas não tenho medo de ficar assim por muito tempo. Afinal, seguindo um ensinamento do grande Rocky Balboa: “A vida vai bater em você. Vai bater até você não aguentar mais… Mas uma hora você revida…” Sei que a frase não é exatamente essa, mas é o que ela significa.

Vou levando a vida. Uma hora, chega minha vez. E enquanto isso, vou aproveitando para conhecer cada vez mais essa cidade que me recebeu de braços abertos e frevo nos pés!

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Bruno Lombardi finalmente mudou-se pra Recife! (já tava na hora…)

Sexta-feira, 27 de agosto de 2010. 23h09.

O movimento no bar está grande. Seu Miro está muito satisfeito, afinal, não se lembrava da última vez em que fez tantas vendas num só dia. Quase 120 garrafas de cerveja! Os clientes continuam animados e Seu Miro, embora tenha aberto às 8h30, vê aí uma oportunidade para faturar um pouco mais e, assim, pagar com tranquilidade suas dívidas neste mês. Fica imaginando qual seu lucro até o momento. Mais R$ 200 e ele quitará os 4 meses de atraso no pagamento da escola de sua filha mais nova.

00h07. Sábado, 28 de agosto de 2010.

Sentado próximo ao banheiro, no fundo do salão, Daniel observa atentamente o movimento do bar. Transpira excessivamente, talvez por estar com calor. Pede outra cerveja e uma porção de amendoim. Seu Miro o atende sorridente, como sempre e diz que fechará o bar em breve. O cliente apenas balança a cabeça afirmativamente.

Quase vinte minutos se passaram e os clientes começam a deixar o local. Seu Miro retira as garrafas que ficaram sobre algumas mesas. Enquanto caminha para trás do balcão, percebe a aproximação de seu último cliente. Dirige-se ao caixa e diz o valor devido: R$ 24. O homem põem a mão para trás, mas ao invés do dinheiro, aponta uma arma para o dono do bar.

– Pelo amor de Deus, Daniel! Fique calmo, homem.

– Cala a boca, porra! Dá o dinheiro! Vai logo, caralho! Vai, senão eu atiro!

– Não faz isso, rapaz! Fique calmo. Pense bem no que você está fazendo… Te conheço desde muleque…

– O dinheiro! Vai, caralho!

Uma das mãos de Seu Miro vai em direção ao caixa, enquanto a outra tatei a pia em busca de algo. A gritaria termina abruptamente. Daniel coloca a mão para dentro do balcão, pega o dinheiro do caixa e sai correndo. Sentado no chão, sangrando, Seu Miro grita por socorro, mas a voz insiste em não sair. Algumas lágrimas escorrem por sua face. A dor vai aumentando, fica insuportável. Sente a força diminuir e o vazio se apoderar de seu corpo e sua mente. Os olhos fecham. Jamais reabrirão.

CONTINUA.

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No Caos Urbano é uma série de textos que retrata fatos cotidianos da vida numa metrópole. Os fatos e os nomes utilizados são fictícios, embora não sejam novidade.

Até o trabalho levo aproximadamente 50 minutos de trem. Geralmente, aproveito o tempo para ler, mas nem sempre isso é possível, seja por excesso de barulho, seja por falta de concentração. E quando isso acontece, ouço música no celular, num processo de isolamento social que não me preocupa. É nesse momento que começo uma reflexão interessante.

Quantas da pessoas que estão ali eu já conheci? Quantas estão indo trabalhar? Quantas estão a procura de emprego? Aquele senhor cochilando está voltando pra casa após uma noite inteira de trabalho, ou será que só não conseguiu dormir bem? E aquela mulher com o bebê? Será que vai passear? Aquele senhor de rosto sofrido e enrugado… quanto tempo será que deixou a família em casa para conseguir um salário de fome numa fábrica? Será que algum amigo dos tempos de escola está no mesmo trem? Um ex-companheiro de trabalho, quem sabe? Aquela professora de história que eu adorava… Dulcinéia… Será que está no trem também? São tantas coisas que se passam pela minha cabeça que fica difícil escrever. Mas será que essas milhares de perguntas são um sentimento de apego social ou apenas falta do que pensar? Será que isso é saudável? Será que um filósofo faz a mesma coisa que eu? E um antropólogo? Talvez outras pessoas estejam ali, sentadas ou em pé, olhando fixamente para a janela, vendo a paisagem passar rapidamente diante de seus olhos, fazendo as mesmas perguntas que eu. Não sei.

Talvez eu jamais tenha respostas para essas perguntas, mas confesso que fico satisfeito apenas com as indagações. Encaro tudo isso como um exercício mental necessário para um comunicador, mesmo que não atuando profissionalmente como gostaria. Encaro isso como uma necessidade do meu cérebro. Uma vontade de compreender melhor as coisas ao redor. Ou talvez seja apenas um recado, implorando para que os fones saiam do ouvido e a boca inicie uma conversa com alguém.

Jamais saberei.

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Bruno Lombardi é um pensador, mas não o de Rodin…

Casa nova, desafios novos…

Como reivindicar os direitos dos trabalhadores sem cair na mesmice do mundo sindical? Usando conceitos e ações publicitárias, claro!

Assim, meio publicitária, meio sindicalista surgiu a Campanha Nacional dos Bancários 2009, pelo menos aqui na capital paulista e algumas cidades do interior…

Reuniões e mais reuniões para debater a linha da Campanha… chegamos à ideia da irresponsabilidade social, uma visão realista dos conceitos sócio-ambientais que as entidades financeiras tanto pregam em seus milionários filmes publicitários.

Surgiu assim a Superliga dos Bancários, um grupo de quatro bancários que resolveram lutar contra os abusos praticados pela terrível turma d’Os Irresponsáveis, um grupo maquiavélico que trama contra a categoria. Ao todo, foram criados 13 personagens (4 heróis e 9 vilões) com características que, de certa forma, remetam aos bancários ou aos bancos, claro, sem deixar muito explícito de quem se trata.
A aceitação da Campanha foi muito grande entre os bancários e a população, que também faz parte do público-alvo.

As peças criadas para lançamento e sustentação da campanha são:
– Bonecos (estilo João Buracão) como teaser;

– Hotsite com área para download de wallpapers, ringtone, jingle, emoticons para MSN, além de um jogo online, vídeo, apresentação dos personagens, charges e uma página com contatos e links para cadastro;

– Gibi contando a origem da Superliga dos Bancários, enfatizando as principais reinvidicações da Campanha, tudo de forma bem humorada;

– Um vídeo de aproximadamente 5 minutos, adaptado do gibi, produzido completamente no Sindicato;

– Jingle;

– Adesivos;

– Camisetas;

– Folderes;

– Fantasias para encenação de teatro envolvendo os personagens em atos políticos e manifestações diversas;

– Informativos;

– Máscaras dos personagens da Superliga, para que os bancários usassem durante atos políticos ou manifestações, não correndo assim o risco de serem identificados pelos bancos;

– Banners;

Hotsite (homepage)

 

 

Ficha técnica da Campanha:
Conceito geral:
Bruno Lombardi e Thiago Meceguel

Ilustrações (todas as peças):
Márcio Baraldi

Planejamento:
Bruno Lombardi e Thiago Meceguel

Criação personagens (perfil):
Bruno Lombardi e Thiago Meceguel

Criação personagens (visual):
Márcio Baraldi

Roteiro gibi:
Bruno Lombardi

Adaptação roteiro gibi:
Márcio Baraldi

Edição geral gibi:
Cláudia Motta

Redação final gibi:
André Rossi, Carlos Fernandes, Danilo Pretti Di Giorgi, Elisângela Cordeiro, Fábio Jammal Makhoul, Gisele Coutinho, Jair Rosa e Viviane Claudino

Edição vídeo:
Paulo Barbosa

Vozes:
André Rossi – Chefe 1 e Capitão do Mato
Carlos Fernandes – Terceiroman
Cláudia Motta – Fada da mobilização
Cláudio Renato – Planetóide
Danilo Pretti – Lord Exploration
Fábio Jammal – Capitão Gerente
Gerardo Lazzari – Toureiro
Humberto Pereira – The Brothers
Jair Rosa – Chefe 2 e Mão-de-gato
Márcio Baraldi – Euriko/Superbancário
Mauricio Morais – The Brothers e Caixa de Maldades
Paulo Rogério – Locução
Thiago Meceguel – Bebezão

Pesquisa de trilha:
Carlos “Charles” Nunes

Direção vídeo:
Bruno Lombardi e Thiago Meceguel

Conceito hotsite:
Bruno Lombardi e Thiago Meceguel

Programação:
Tiago Oliveira e Diego Oliveira

Produção game:
Imagine Play

Demais peças:
Arte:
Bruno Lombardi e/ou Thiago Meceguel

Nostradamus afirma que o fim da humanidade está próximo: 2012. 21 de dezembro de 2012, para ser mais preciso. E não só ele diz isso, mas Mamãe Shipton, Alce Negro, o mago Merlin, o calendário Maia…
Mas prever o fim do mundo é fácil, difícil é prever o que virá depois disso. E vou me arriscar:

21/12/2012 – O alinhamento de nosso Sistema Solar com o buraco negro localizado no centro de nossa galáxia inclinará a Terra entre 5 e 7 graus. O caos climático se instalará. Bilhões morrerão. A raça humana vê sua glória ser destruída por tsunamis, incêndios florestais e a mais pura brutalidade da Mãe Natureza.

Poucas pessoas sobrevivem. Pouquíssimas. Alguns milhares, nada mais do que isso. Com o passar dos anos, estes sobreviventes se agrupam na região outrora conhecida como Suécia, agora transformada numa zona semi-tropical. Com o fim da humanidade, ou de sua grande maioria, acabam também a violência e a sede por poder: todos lutam por um mesmo ideal.

Mais alguns anos se passam e desaparecem as barreiras linguisticas: agora todos falam esperanto. Mas, e sempre há um mas, isso não dura muito. Tendo que superar adversidades a todo momento, a raça humana passa a utilizar mais de sua capacidade cerebral e domina a técnica da telepatia. Assim, perdemos a habilidade de nos comunicar oralmente, para tristeza dos intelectuais que por anos lutaram para firmar o esperanto como língua universal.

Artigos tecnológicos começam a ser desenvolvidos, ou redesenvolvidos. Chegamos finalmente ao momento mais desejado pelo Homem: os carros voam, as calçadas são esteiras-rolantes, descobrimos a cura para doenças degenerativas, para o câncer e para a AIDS. A expectativa de vida chega aos 120 anos. As casas são ecologicamente corretas e inteligentes. Finalmente a raça humana encontra a paz e a prosperidade. Seremos vegetarianos e conviveremos na mais perfeita harmonia com os animais. Um mundo extraordinário surgirá após este evento catastrófico de 2012.

E se a morte de bilhões de pessoas for o preço a ser pago para que encontremos o equilíbrio necessário para uma existência pacifica e harmoniosa, pois que venha o “fim do mundo”, em 21 de dezembro de 2012.

Esta é minha previsão para o futuro da raça humana. Isso, ou seremos escravizados por aliens.

A Unidade São Miguel Paulista da Votorantim Metais solicitou duas peças para promover o Dia Internacional do Livro Infantil, numa forma de incentivar seus colaboradores a influenciarem seus filhos a terem mais prazer no hábito da leitura.

Arte e Redação:
Bruno Lombardi

Cartaz

Cartaz

e-mail mkt

e-mail mkt

Adesivo O Boticário

Adesivo para informar os clientes da loja para quais locais eles deveriam se encaminhar para serem atendidos enquanto a loja do Shopping ABC passava por reformas.

Arte e redação:
Bruno lombardi

adesivo 1,65m X 0,7m

adesivo 1,65m X 0,7m

Ode à mediocridade

Antes de mais nada vou me explicar:
a) Não, este texto não é de fato uma Ode. É um simples texto em prosa, como você pode observar; e
b) As opiniões expressas no decorrer desta análise são conclusões pessoais;
Dito isto…

Já ouvi milhares, senão, milhões de vezes: “não julgue para não ser julgado”. Confesso que faz sentido, mas ainda assim prefiro externar alguns pensamentos para, quem sabe, ser “ouvido” por outras pessoas.

Zapeando a TV ou o rádio é incrível a quantidade de informações a que nos sujeitamos, são canais e mais canais para escolhermos. E entre tanta informação disponível a grande maioria, chutaria que 75%, diz respeito ao entretenimento: músicas, pegadinhas, vídeos engraçados, novelas, programas de auditório… e por aí vai. Mas o que me proponho a escrever é sobre um fenômeno preocupante e que ganha cada vez mais adeptos: a supervalorização do corpo nas letras de música.

A música sempre foi utilizada pelo ser humano para fins recreativos, mas pode ser utilizada para informar, conscientizar, educar e gerar reflexão sobre os mais diversos assuntos. Não precisamos ir muito longe para vermos um exemplo deste uso político-social da música: no período da ditadura militar, inúmeros músicos se utilizaram de sua influência e intelectualismo (não necessariamente nesta ordem) para mobilizar toda a sociedade em prol da liberdade do país. Apanharam, fugiram, “codificaram” a informação, mas não desistiram. E deu certo. Agora, porque deixamos de lutar pelo bem comum através da música para simplesmente cultuarmos bundas e passos que remetem ao sexo? Por que!?

Há quem diga que isso é uma estratégia para criar uma massa alienada, há quem diga que é influência da ditadura, mas não a militar, a ditadura da moda com seu ideal de beleza. Não sei, talvez seja uma fusão das duas… ou talvez isto seja uma estratégia dos intelectuais para nos menosprezar… Independente de qual o motivo que nos levou a este momento em que surge, dia após dia, uma verdadeira saladas de frutas: mulher melancia, mulher moranguinho, mulher papaia, mulher laranja, me questiono porque deixamos de ser parte de uma sociedade organizada, que busca melhorar o país para sermos o país da bunda…

Não sou socialista, não sou punk, não sou nada, sou apenas eu mesmo: um brasileiro preocupado com o rumo que a sociedade está tomando, deixando de refletir sobre questões importantes para simplesmente sentar num sofá confortável no domingo e procurar em que canal de TV está passando aquele novo grupo de funk que fala como vai satisfazer sexualmente uma mulher (claro que não explicitamente, talvez utilizando palavras mais brandas, como créu…).

Peço ao leitor que pare alguns instantes para pensar nisto, mas, se ainda assim, julgar que falei um monte de besteiras, me perdoe, afinal, estou apenas expressando minhas idéias e dei a cara à tapa quando decidi escrever este texto. “Não julgue para não ser julgado”, não é mesmo? Talvez seja uma lição que ainda tenha que aprender…

Vi a foto, achei bacana e resolvi dar um ar mais “artístico” à foto.

Clique aqui para ver a imagem original

Imagem tratada

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